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Revenue share vs aluguel fixo: qual modelo para eletroposto

Gauss Mob · 29 de maio de 2026

Você está avaliando a instalação de um eletroposto no seu estacionamento e recebeu duas propostas: uma com aluguel fixo mensal, outra com revenue share (percentual sobre a energia vendida). A diferença entre elas pode representar dezenas de milhares de reais por ano. No entanto, a escolha errada pode transformar um ativo promissor em um passivo financeiro.

O mercado de recarga de veículos elétricos no Brasil cresceu 60% em 2024, segundo a ABVE, e a concorrência por pontos de recarga está se intensificando. Redes de shoppings, supermercados e postos de combustível já tratam a recarga como novo centro de receita. Mas o modelo de remuneração que você escolhe agora define se esse centro será lucrativo ou deficitário.

Neste guia, você vai entender as diferenças entre revenue share e aluguel fixo, descobrir os riscos ocultos de cada modelo e saber como calcular qual deles gera mais retorno para o seu tipo de negócio. Além disso, vai conhecer a estrutura de contratos que a Gauss Mob utiliza em mais de 50 eletropostos instalados em Minas Gerais.

Como funciona o aluguel fixo em eletropostos

No modelo de aluguel fixo, o proprietário do terreno recebe um valor mensal predeterminado, independentemente do volume de energia vendida. O operador do eletroposto (empresa de recarga) assume todos os custos de instalação, manutenção, energia elétrica e operação.

Vantagens para o proprietário:

  • Previsibilidade de receita: você sabe exatamente quanto vai receber todo mês.
  • Zero risco operacional: não precisa se preocupar com manutenção, suporte ao cliente ou inadimplência de usuários.
  • Simplicidade contábil: a receita é fixa, sem necessidade de auditoria de kWh vendidos.

Desvantagens:

  • Teto de ganho: mesmo que o eletroposto venda 10.000 kWh/mês, você recebe o mesmo valor.
  • Reajuste limitado: contratos longos (5 a 10 anos) com correção por IPCA ou IGPM podem ficar defasados se o mercado crescer rápido.
  • Dependência do operador: se o operador não investir em marketing ou manutenção, a utilização cai e você não tem como compensar.

Em instalações que acompanhamos na Gauss Mob, o aluguel fixo médio para um eletroposto de 50 kW (dois carregadores DC Fast) gira entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por mês, dependendo da localização e do fluxo de veículos.

Como funciona o revenue share em eletropostos

No revenue share, o proprietário recebe um percentual sobre a receita bruta gerada pela venda de energia. Os percentuais mais comuns no mercado brasileiro variam de 10% a 25%, dependendo do porte do ponto e do investimento do operador.

Vantagens para o proprietário:

  • Potencial de upside ilimitado: se o eletroposto bombar, sua receita acompanha.
  • Alinhamento de interesses: o operador tem incentivo para manter os carregadores funcionando e atrair usuários.
  • Menor risco de defasagem: a receita acompanha a inflação naturalmente, já que o preço do kWh tende a subir.

Desvantagens:

  • Receita variável: meses de baixa temporada ou problemas técnicos reduzem seu ganho.
  • Complexidade de auditoria: você precisa confiar nos relatórios do operador ou contratar uma verificação.
  • Risco de baixa utilização: se o ponto não tiver demanda, você pode receber menos que o aluguel fixo.

Dados da ABVE indicam que um eletroposto em local de alto tráfego (como shopping ou rodovia) pode gerar entre R$ 8.000 e R$ 15.000 de receita bruta mensal. Com 15% de revenue share, o proprietário embolsaria de R$ 1.200 a R$ 2.250 — valor próximo ao aluguel fixo, mas com potencial de crescimento.

Quando cada modelo compensa mais

A escolha depende de três variáveis: fluxo de veículos elétricos na região, perfil do operador e horizonte de retorno esperado.

Prefira aluguel fixo quando:

  • O ponto tem baixo fluxo de veículos elétricos hoje (menos de 10 carros elétricos por dia).
  • Você não quer nenhum trabalho operacional ou de auditoria.
  • O contrato tem cláusula de reajuste anual por índice de inflação.
  • O operador é uma empresa pequena ou sem histórico comprovado.

Prefira revenue share quando:

  • O ponto está em corredor de alta circulação (próximo a rodovias, centros comerciais).
  • A região já tem penetração de veículos elétricos acima de 2% da frota.
  • O operador tem rede própria de recarga e investe em marketing digital.
  • Você tem capacidade de auditar relatórios mensais.

Na prática, a Gauss Mob recomenda um modelo híbrido: aluguel fixo mínimo (para cobrir custos de oportunidade do terreno) + revenue share sobre o excedente. Por exemplo: R$ 1.000 fixos + 10% da receita acima de R$ 5.000. Isso protege o proprietário nos meses ruins e permite participar do upside.

Riscos ocultos que você precisa conhecer

Risco 1: Operador subdimensiona a infraestrutura Alguns operadores instalam carregadores de baixa potência (22 kW AC) para reduzir custo, mas isso limita a receita. Um carregador DC Fast de 60 kW pode atender 4 a 5 carros por hora; um AC de 22 kW, apenas 1. O resultado: menos kWh vendidos e menor revenue share.

Risco 2: Contrato sem cláusula de performance Se o operador não mantiver os carregadores funcionando por mais de 48 horas, você deveria ter direito de reduzir o aluguel ou rescindir. Em contratos que analisamos, 30% não têm essa cláusula.

Risco 3: Exclusividade mal desenhada Alguns contratos impedem você de instalar carregadores de outra marca no mesmo terreno, mesmo que o operador não consiga atender a demanda. Isso trava seu potencial de receita.

Risco 4: Custo de energia repassado ao proprietário No revenue share, alguns operadores descontam o custo da energia antes de calcular o percentual. Isso reduz sua base de cálculo. Sempre negocie que o percentual incida sobre a receita bruta (antes de descontos).

Como calcular o ponto de equilíbrio

Para decidir, faça uma projeção de 3 anos:

  1. Estime o número médio de recargas por dia (baseie-se em dados da ABVE ou em eletropostos próximos).
  2. Multiplique pelo kWh médio por recarga (30 kWh para carros de passeio, 80 kWh para SUVs).
  3. Aplique o preço médio do kWh (entre R$ 1,20 e R$ 1,80 no Brasil, dependendo da bandeira tarifária).
  4. Calcule a receita bruta mensal.
  5. Compare: aluguel fixo vs. revenue share (percentual × receita bruta).

Exemplo real:

  • 15 recargas/dia × 30 kWh = 450 kWh/dia
  • 450 kWh × R$ 1,50 = R$ 675/dia
  • Receita bruta mensal: R$ 20.250
  • Revenue share de 15%: R$ 3.037/mês
  • Aluguel fixo típico: R$ 2.000/mês

Nesse cenário, o revenue share supera o aluguel fixo em 52%. Mas se a demanda cair para 5 recargas/dia, o revenue share cai para R$ 1.012 — metade do aluguel fixo.

O que a Gauss Mob recomenda na prática

Com mais de 50 eletropostos instalados em Belo Horizonte e região metropolitana, a Gauss Mob desenvolveu um modelo de contrato que equilibra os dois mundos.

Oferecemos ao proprietário:

  • Aluguel fixo mínimo (R$ 800 a R$ 1.500/mês, dependendo do ponto)
  • Revenue share progressivo: 10% nos primeiros 12 meses, 15% do 13º ao 24º mês, 20% a partir do 25º mês
  • Cláusula de performance: se o carregador ficar offline por mais de 48 horas, o aluguel fixo é suspenso até o reparo
  • Auditoria mensal: relatório detalhado de kWh vendidos, horários de pico e perfil de usuários

Esse modelo já foi validado em parcerias com redes de supermercados, postos de combustível e estacionamentos privados. O resultado médio: proprietários recebem entre R$ 2.500 e R$ 4.000 por mês por ponto, com tendência de alta.

Além disso, a Gauss Mob integra os eletropostos com sistemas de armazenamento de energia (BESS) e geração solar fotovoltaica, reduzindo o custo da energia em até 30% e aumentando a margem do revenue share.

Próximos passos: como avaliar seu ponto

A decisão entre revenue share e aluguel fixo não é binária. O melhor modelo depende do fluxo de veículos, da qualidade do operador e da sua tolerância a risco. O erro mais comum é escolher o modelo apenas pelo valor nominal, sem considerar cláusulas de performance, reajuste e exclusividade.

A Gauss Mob projeta, instala e mantém eletropostos DC Fast em todo o estado de Minas Gerais. Nossos engenheiros fazem uma análise gratuita do seu ponto, considerando fluxo de veículos, custo de energia e perfil de consumo, e apresentam uma simulação comparativa entre aluguel fixo e revenue share.

Se você quer uma avaliação realista e sem compromisso, fale diretamente com nossos engenheiros — é gratuito, sem compromisso, e você sai com um panorama real de viabilidade e investimento.

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